No aspecto geral, os pássaros nesse gênero se parecem com pequenos Thamnophilus, mas Dysithamnus reúne apenas quatro espécies em território brasileiro. Vivem em florestas primárias e secundárias e capoeiras altas. Usualmente, integram bandos mistos aos casais e seu ninho segue o padrão básico da família.
A choquinha-lisa mede cerca de 11,5 cm de comprimento e pesa 12,5 g. O macho possui a parte superior cinza-escuro e a inferior cinza-esbranquiçado, enquanto a fêmea possui o alto da cabeça de cor canela, a parte superior amarronzada e a inferior cinza-olivácea.
Habita o sub-bosque de florestas de montanhas, bordas de florestas, capoeiras e florestas de galeria. É comum, especialmente no Sudeste brasileiro.
Presente em 3 regiões separadas:
Encontrada também do México ao Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
A choquinha-chumbo está ameaçada de extinção, devido à destruição de seu habitat. Categoria de ameaça: Vulnerável.
Mede 13cm de comprimento. Diferente de seus congêneres, se parece mais com certos Myrmotherula pelo padrão uniforme da plumagem. Tanto o macho como a fêmea apresentam pequenas máculas brancas nas asas.
A espécie vive no sub-bosque de matas densas, podendo ser sintópica com as congêneres D. mentalis e D. stictithorax.
Endêmica do Brasil e da Mata Atlântica, ocorre entre o sul da Bahia e o norte do Rio de Janeiro, incluindo Minas Gerais e Espírito Santo.
A choquinha-de-peito-pintado mede 13 cm de comprimento. Ambos os sexos diferenciam-se de outros Dysithamnus pelo padrão de marcas constrastantes da cabeça. Pode ser sintópico com a choquinha-lisa.
Vive na Mata Atlântica até 1250 m. Usualmente em casais, acompanham bandos mistos pelos estratos baixos, tanto na mata primária quanto na secundária.
Presente no sul da Bahia e nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Também ocorre na Argentina.
A choquinha-de-asa-ferrugem mede 12 cm de comprimento. O macho apresenta plumagem inconfundível e a fêmea lembra a fêmea da choca-de-asa-vermelha; porém, vivem em locais diferentes.
Substitui os demais Dysithamnus em matas secas serranas entre 750 e 1700 m de altitude e é frequentemente encontrado em bambuzais e taquarais. A espécie é sintópica com a choquinha-lisa, embora prefira forragear nos estratos mais altos e não no sub-bosque como aquela.
Endêmica do Brasil, ocorre nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.